{"id":1825,"date":"2024-02-11T11:24:23","date_gmt":"2024-02-11T11:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/content\/ana-cristina-santos-at-acoreano-oriental-diversity-in-aging-how-to-protect-the-generation-that-came-before-us\/"},"modified":"2024-02-28T11:48:44","modified_gmt":"2024-02-28T11:48:44","slug":"ana-cristina-santos-at-acoreano-oriental-diversity-in-aging-how-to-protect-the-generation-that-came-before-us","status":"publish","type":"content","link":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/content\/ana-cristina-santos-at-acoreano-oriental-diversity-in-aging-how-to-protect-the-generation-that-came-before-us\/","title":{"rendered":"Ana Cristina Santos at A\u00e7oreano Oriental &#8220;Diversity in Aging: How to Protect the Generation that Came Before Us?&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"786\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-786x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1822\" style=\"width:626px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-786x1024.webp 786w, https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-230x300.webp 230w, https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-768x1001.webp 768w, https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-1179x1536.webp 1179w, https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-1572x2048.webp 1572w, https:\/\/trace.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cristina_ACSAcoreanoOriental-scaled.webp 1965w\" sizes=\"(max-width: 786px) 100vw, 786px\" \/><\/figure>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Artigo de opini\u00e3o de Ana Cristina Santos no Jornal A\u00e7oreano Oriental.<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que significa envelhecer? Em bom rigor, o processo de envelhecimento inicia-se a partir do momento em que nascemos. A cada anivers\u00e1rio, celebrado de forma efusiva ou discreta, reconhecemos que mais um ano nos aconteceu com tudo o que essa passagem de tempo representa no nosso percurso individual, mas tamb\u00e9m coletivo, seja ele a n\u00edvel familiar, comunit\u00e1rio ou profissional. \u00c0 medida que vamos acumulando anos aprendemos muitas coisas: que o corpo se transforma, que ganhamos sabedoria ao mesmo tempo que perdemos elasticidade (e porventura paci\u00eancia), mas sobretudo que a perce\u00e7\u00e3o que as outras pessoas t\u00eam sobre n\u00f3s vai mudando, dando-nos uma indica\u00e7\u00e3o evidente de que atingimos uma nova etapa da vida. E se as crian\u00e7as e jovens sofrem com o chamado adultismo \u2013 preconceito que menoriza as suas vozes e experi\u00eancias \u2013, as pessoas mais velhas s\u00e3o alvo frequente do idadismo, uma outra forma de discrimina\u00e7\u00e3o associada \u00e0 idade e que desqualifica quem \u00e9 considerado \u201cdemasiadamente\u201d velho para um determinado cargo profissional ou papel social. Trata-se de um processo muito subtil e subjetivo. Afinal onde fica a linha de corte sobre o antes e o depois, e quem a determina? A partir de quando se \u00e9 demasiadamente adulto para se ser m\u00e3e ou pai, profissional de sa\u00fade, docente ou jornalista? A partir de que idade se torna socialmente il\u00edcito ou culturalmente inc\u00f3modo apaixonarmo-nos? Estas s\u00e3o algumas das indaga\u00e7\u00f5es subjacentes a dois estudos em curso no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra \u2013 os projetos REMEMBER e TRACE \u2013, ambos centrados na diversidade no envelhecimento. Como forma de contrariar o estigma da velhice em sociedades pouco habituadas a valorizar os m\u00faltiplos recursos decorrentes do tempo maduro, te- mos testemunhado aquilo que se designa por envelhecimento ativo, frequentemente associado a medidas de est\u00edmulo \u00e0 mobilidade, ao conv\u00edvio e ao usufruto do espa\u00e7o p\u00fablico. \u00c9 nessa linha que se inserem as sess\u00f5es de hidrogin\u00e1stica e excurs\u00f5es cofinanciadas pelos munic\u00edpios, as universidades seniores e demais iniciativas que procuram agregar pessoas acima dos 60 anos, contrariando o isolamento e a solid\u00e3o que afeta maioritariamente este setor geracional. E se todas estas iniciativas trazem benef\u00edcios evidentes a quem delas pode usufruir, h\u00e1 um setor populacional que permanece esquecido nas medidas direcionadas ao bem-estar na velhice. Refiro-me \u00e0s pessoas com mais de 60 anos cuja orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00e9nero difere da maioria e que, por raz\u00f5es de preconceito, foram discriminadas ao longo da vida, para chegarem agora a um tempo em que as leis finalmente justas n\u00e3o encontram correspond\u00eancia nas pr\u00e1ticas ainda discriminat\u00f3rias, muito ancoradas na expetativa de um percurso de vida heterossexual. Com o envelhecimento n\u00e3o se perde a capacidade para os afetos, nem o direito a amar e ser amado. Esta constata\u00e7\u00e3o evidente, e que acarreta consequ\u00eancias ao n\u00edvel do bem-estar psicossocial, tem que abranger todas as pessoas incluindo pessoas l\u00e9sbicas, gays, bissexuais ou trans acima dos 60 anos. Mas n\u00e3o basta constatar esse direito em abstrato. H\u00e1 que concretiz\u00e1-lo em medidas que se traduzam numa mudan\u00e7a de pr\u00e1ticas para que a diversidade sexual e de g\u00e9nero na velhice seja vis\u00edvel e respeitada no quotidiano, com naturalidade, sem que isso desencadeie qualquer tipo de celeuma. Estas medidas urgentes (porque tardias) passam por forma\u00e7\u00e3o a futuros e atuais profissionais nas \u00e1reas da gerontologia e geriatria, sess\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o voltadas para estruturas de apoio e conv\u00edvio na velhice, m\u00f3dulos tem\u00e1ticos nas universidades seniores e campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral. Falamos de pessoas que sobreviveram a um tempo dur\u00edssimo em que, durante toda a ditadura e at\u00e9 1982, a homossexualidade era considerada crime pun\u00edvel at\u00e9 dois anos de pris\u00e3o. Falamos dos nossos av\u00f4s, av\u00f3s e de quem lhes precedeu. N\u00e3o podemos continuar a ser c\u00famplices desse sofrimento que se traduz no sil\u00eancio por medo, estigma ou vergonha.                      Saibamos promover um envelhecimento ativo inclusivo da diversidade, desmontando preconceitos e contribuindo para sociedades seguras, justas e verdadeiramente democr\u00e1ticas.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/saladeimprensa.ces.uc.pt\/index.php?col=noticias&amp;id=45347\">leia mais<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":1821,"template":"","content-type":[63],"class_list":["post-1825","content","type-content","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","content-type-acoreano-oriental-pt-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/content\/1825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/content"}],"about":[{"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/content"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"content-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/trace.ces.uc.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/content-type?post=1825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}